• Hélio Couto

Economia Compassiva IV



Existe um paradigma baseado na Realidade Última. Vamos chama-lo de Paradigma Real. Os demais paradigmas são não-real.


Numa economia compassiva não temos nenhum problema em termos um paradigma real e trabalharmos da melhor maneira possível. Fazer o melhor que consigamos o máximo do tempo é o fundamento da economia compassiva. Todos devem fazer o melhor possível que podem.


Neste caso a oportunidade de trabalhar para expandir suas capacidades e usar todo o potencial é a prioridade de todos. O objetivo do trabalho é poder aprender cada vez mais. Tudo o mais é consequência. Quando estamos no paradigma real não encontramos resistência para produzir mais e melhor.


Sempre que houver resistência à que trabalhemos mais e melhor é porque existe um paradigma não-real no local.


O trabalho deve ser visto como arte. Não basta fazer a frente da estátua de maneira perfeita, é preciso fazer as costas também. Mesmo que nunca vejam o que fizemos. Todo trabalho é importante. Toda função é importante.


Na economia compassiva todos trabalham. Existe pleno emprego. E isso não é uma utopia. É o resultado de uma visão de mundo compassiva em que todos devem ter oportunidade de trabalhar. Todos são incentivados a fazerem o melhor possível sempre.


Como age um empresário compassivo? Ele vai na praça as nove horas e contrata quem quer trabalhar. Volta ao meio-dia e contrata quem quer trabalhar. Faz o mesmo as 15 horas e as 17 horas. As 18 horas faz o pagamento.


Tudo depende do paradigma em que se vive. Quando o paradigma é não-real os problemas aparecem imediatamente e não tem solução. Basta isso para saber se o paradigma é real ou não.


Hélio Couto

www.heliocouto.com

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